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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Para me fazer requisitado.

    Eu não acho que quero viver a vida num eterno diário. Eu que comento eu e falo por mim, pra mim, designado sobre uma página minha de meu conteúdo. Contudo não sei como desviar desse ciclo. Tenho pensado sobre ser a necessidade de alguém e quanto a isso, quando mando mensagens para meus amigos, aguardando resposta, a validade deles como minha necessidade. Vocês são necessários para minha existência!, e me enche de alegria ter uma resposta. Entretanto, sou eu a necessidade de alguém? Talvez de meu pai, minha mãe, que me procuram para trocar boletos ou perguntar sobre algum grau de segurança para não caírem em golpes. A necessidade utilitarista. E talvez o que almejo – a companhia –, não seja tão diferente disso. É utilitário: para a minha felicidade. É estoico, talvez, sem grandes distinções diante de minha ignorância. Porém peço que seja diferente, neste texto de conjunções adversativas, que valha por desejar a sociedade enquanto me sinto completamente alienado dela. E então, sóbrio, em mim e sob meu solipsismo que pouco a pouco se transforma em monismo, falo de mim, na primeira pessoa, esperando por alguém que se espelhe, sinta-se representado e faça de mim sua necessidade para uma conversa.